Leituras
(Miguel Abrantes)
"O vice-presidente do Conselho Superior da Magistratura (CSM) alertou hoje para “a autêntica corrida a mestrados, doutoramentos e outras pós-graduações” pelos juízes que provoca problemas à gestão dos tribunais de primeira instância, o “epicentro” da “chamada crise da justiça”."
"Há muito espectáculo na investigação criminal. Há muita investigação criminal que se faz para os órgãos de comunicação social e era bom que este espectáculo todo que se faz agora se fizesse com as condenações transitadas em julgado ou com as absolvições, não agora", disse António Marinho Pinto à agência Lusa (...)
"O director nacional da Polícia Judiciária (PJ) defendeu hoje que, mesmo em períodos de "crise" e de "grande criminalidade", deve "prevalecer sempre o Direito" e as regras processuais, que asseguram "todas as garantias de defesa".
"Tem um percurso histórico paralelo à democracia, tem direito a convocar greve (como aconteceu em 2005) e uma implantação inquestionável - estimada em 95% dos juízes no activo. O que não impede uma crescente contestação à legitimidade da actividade sindical na magistratura. Vários constitucionalistas sustentam que titulares de cargos públicos não devem ceder ao sindicalismo e, para dissipar dúvidas de interpretação, defendem a proibição dessa actividade em sede de revisão constitucional.
Casos como este (que descobri aqui), que não podem acontecer (não deveriam, num país desenvolvido), é que deveriam preocupar o Dr. António Martins. Se se preocupa tanto com a sua corporação, então deveria preocupar-se com estes casos que apenas dão má imagem à magistratura. E depois não se queixe das sondagens que dão os juízes em último, abaixo, por exemplo, dos políticos...
"A Polícia Judiciária (PJ) apreendeu quinta-feira, em quatro residências e uma empresa de Lisboa, dispositivos electrónicos, dados informáticos e software de cifra e encriptação, e constituiu dois arguidos.
O Procurador-Geral da República questionou ontem "até que ponto a comunicação social influencia investigações judiciais e decisões dos tribunais, apelando aos magistrados para que não se deixem orientar por campanhas de opinião."
Pegando nos comentários do Bastonário da OA no Prós & Contras de segunda-feira, Valupi considera que existe uma "monarquia judicial", que promove ou acentua a "soberba" com a qual os juízes pecam. Na minha opinião, tal não corresponde à verdade.
"Pela primeira vez, um processo judicial vai ser disponibilizado na Internet. Quem o garante é Pinto Monteiro, procurador-geral da República, que diz estar farto de "julgamentos dos jornais" e por isso quer o caso Freeport à disposição de todos. (...)"
Por diversas vezes, os magistrados, judiciais e do Ministério Público (parece que é à vez), vieram a público criticar o Citius e exigir a suspensão do programa, alegando insegurança do sistema e atrasos nos processos.
Foi hoje conhecido o relatório do Observatório Permanente da Justiça, que pugna por algumas alterações ao Código de Processo Penal.
"São dados preocupantes: elementos relativos à segurança informática do Ministério da Justiça (MJ) podem ter sido roubados por piratas informáticos chineses. Quem o afirma são dois peritos informáticos portugueses, que mostraram a dois jornalistas do DN o resultado da sua investigação à rede de espionagem Ghostnet: logins e palavras-passe de acesso aos sistemas, códigos para acesso remoto aos computadores, e-mails trocados com o Ministério Público, identificação e códigos de acesso aos sistemas informáticos das direcções dos Registos e do Notariado e do Registo Civil, dados técnicos da firewall da Polícia Judiciária e pastas pessoais (não abertas) de técnicos do MJ.
"PGR diz que "não há inocentes" na violação do segredo de justiça"
Já aqui me pronunciei por diversas vezes sobre a constante violação do segredo de justiça. Não vou, pois, repetir-me. Mas a verdade é que esta impunidade que protege os verdadeiros autores deste crime é a maior vergonha da nossa Justiça.
"(...) A Almeida Pereira, magistrado histórico do DIAP do Porto, não bastava ter sido suspenso um ano e meio sem direito a vencimento: a PGR solicitou a instauração de um processo-crime contra ele. Em causa está a eventual prática dos crimes de denegação de justiça e prevaricação - puníveis com dois anos de prisão, ou cinco, se ficar provado que foram cometidos com intenção de prejudicar ou beneficiar alguém - o que não terá sido o caso, de acordo com o relator do processo disciplinar instaurado pelo Conselho Superior do Ministério Público (CSMP).
Excertos da entrevista do Bastonário da OA ao "i":
É sempre engraçado ouvir a Dra. Cândida Almeida dizer, sobre determinado processo, que não pode falar por estar em segredo de justiça e, de seguida, adiantar sempre alguma coisa, como por exemplo os crimes que poderão estar em causa, para que servem buscas, etc...
A revista Sábado divulgou hoje uma notícia de que dava conta de buscas realizadas em esctitórios de advogados. Mais. Publicou várias fotos da chegada do Juíz de Instrução (e comitiva) aos escritórios...
Um dos temas "quentes" dos últimos dias foi a (não) avaliação do mediático juíz Rui Teixeira. Muitas críticas choveram por ter havido uma suposta interferência política na votação realizada no Conselho Superior da Magistratura, onde os três vogais nomeados pelo PS recusaram a atribuição da nota de "muito bom" ao magistrado.